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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Óvulos de ácido bórico para candidíase / infeccção vaginal

Depois do meu último post, contando minha frustração por estar há 8 meses com uma infeccção vaginal SEM nenhuma melhora mesmo após 4 médicos, 4 comprimidos, 3 pomadas ginecológicas, e vários remédios naturais (óleo de coco, melaleuca, bicarbonato, vinagre, chá de camomila e sal), finalmente liguei na farmácia de manipulação e encomendei os 14 óvulos (para aplicação vaginal) de acido bórico 600mg.

O ácido bórico é indicado para tratamento de candidíase não albicans.
Você pode ler mais sobre isso nesta monografia:
ESTUDOS DOS ASPECTOS CLÍNICOS DA GARDNERELLA VAGINALIS E CANDIDÍASE VAGINAL  http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/00003F/00003FCE.pdf

Em um site em inglês, desmistificando o poder do alho como supositório vaginal para tratar candidíase, também há um comentário médico, sobre o uso seguro e recomendado do ácido bórico:
https://www.scientificamerican.com/article/fact-or-fiction-a-clove-of-garlic-can-stop-a-vaginal-yeast-infection/


Pedido feito, sem nenhuma burocracia. O remédio ficará pronto em 48h (remédio manipulado é assim mesmo).
Como estou perto da menstruação, irei esperar parar de sangrar para começar. Então irei registrar os efeitos aqui neste post, em breve.

Minha experiência com ácido bórico 

Então chegou o grande dia da minha experiência com o ácido bórico. Muito nervosa pelo fato de estar me medicando. Apesar do ácido bórico ser usado terapeuticamente, não posso deixar de lembrar que ele também serve como veneno de Barata, e ingerir pode ser fatal.

Mas o desespero nos dá coragem e faz com que assumamos os riscos.

Dia 1
Acabei estragando um óvulo, pois devido ao medo, não introduzi até o fundo da vagina. Em poucos minutos ele começou a derreter e escorrer, até que saiu. A parte positiva, é que não senti nenhum incomodo, ardor ou mal estar por causa dele. Resolvi inserir  o segundo óvulo com mais confiança, e fui dormir.

Acordei bem, mas minha vagina continuou vermelha e o ardor leve. De todos os remédios que experimentei, esse foi o mais confortável.

Dia 2
Continuo ok. Leve ardor e vagina vermelha ainda.

Dia 3
Vagina inflamada, vermelha e ardência. Muita pressão no trabalho, poucas horas de sono, insônia e madrugadas viradas trabalhando. Certamente isso piora meus sintomas. Me sinto exausta.

Dia 4 {25 agosto}
Inflamada ainda. Leve ardor. No entanto, finalmente me livrei de uns projetos que estavam me fazendo  madrugar, comer e dormir mal. Isso é bom, no sentido que é meu estresse deve começar a diminuir, e afetará menos minha saúde. Estou esperançosa para me sentir melhor de modo geral, e acredito que o remédio tera mais chances de fazer seu efeito.

Dia 11 {1 setembro}
Não tive nem vontade de atualizar o post nos últimos dias. Continuei usando o óvulo de ácido bórico diariamente, mas não vi nenhum progresso. Continuei sentindo ardência e minha vagina continuou com o aspecto vermelho, como em carne viva.

Perdi as esperanças nesse tratamento, e nem sei se irei continuar mais 3 dias. Hoje senti tanto ardor que voltei a fazer o banho de assento com flogo rosa.

Isso só reforça minha teoria que o que tenho na verdade é vaginose citolítica. Absolutamente nenhum tratamento me ajudou, e isso é totalmente frustrante.

Mas não desistirei de mim. Irei tentar outro tratamento (provavelmente a ducha com bicarbonato ou nistatina. Estou decidindo) e continuar tentando ajustar o estresse na minha vida.

Recentemente tive outro revés, e acabei indo dormir às 5h da manhã 3 vezes só essa semana, devido a trabalho. Acredito que terei que arranjar outro trabalho ou forma de trabalhar, pois está impossível seguir assim.

domingo, 30 de julho de 2017

Esse inferno chamado Candidíase. 8 meses sem cura.

Isso mesmo. 8 meses se passaram desde que comecei a sentir ardor e coceira, já próximo do natal e ano novo. Tentei comemorar as festas, mas confesso que foi difícil, com todo o incomodo. Consegui uma consulta dia 29/12/2016, e desde então tenho tomado e aplicado diversos remédios, sem sucesso.

Apesar disso, sou grata de ter encontrado excelentes alívios que me permitem dormir e viver com mais conforto. Entre meus preferidos, estão o óleo essencial de melaleuca, óleo de coco e os banhos de assento com flogo-rosa.

Hoje é domingo, e na segunda feira irei tomar coragem de mandar manipular os óvulos 600mg de ácido bórico.
Estou com medo, pois sei que ele é tóxico se for absorvido. Basta uma ferida na vagina para isso. No entanto, ja li vários artigos médicos, de países diferentes, e o ácido bórico é largamente utilizado, até por mulheres grávidas. Ele é a opção para os 10% de pacientes que não se curam com os anti fungicos tradicionais, e que são causado por cândida não albicans.

Não faço idéia se é meu caso. Na verdade, não sei nem se tenho cândida mesmo. Infelizmente, não há como encontrar fácil, um exame que confirme se você tem cândida e de qual tipo ela é.

O que mais me impressiona, é que o exame é sempre clínico. Ou seja, baseado no olho e experiência do ginecologista. O papa Nicolau simplesmente não dá nenhuma informação conclusiva a respeito de infecção.

Acho que esse é o grande problema na hora de tratar essas infecções. O médico precisa ficar "chutando" opções com base em probabilidade, e se algo não funciona, ele tenta outra coisa até "acertar". Como paciente, isso é frustrante. Afinal, estou sofrendo e gastando. Dois ginecologistas diferentes chegaram a passar a mesma pomada que usei em janeiro, e não surtiu efeito algum. Pelo contrário, me causou mais ardor e desconforto, a ponto de eu não conseguir nem andar direito. Engraçado que mesmo tendo relatado isso aos médicos, fui ignorada.

Depois que parei com os banhos de assento com flogo rosa, minha vagina voltou a arder muito e ficar muito vermelha. O corrimento também está abundante. Assik que acordei fiz banho de assento com melaleuca, e isso me trouxe enorme alívio. Continuou vermelha e com corrimento, mas já não arde como antes.

Estou cansada. Sinto falta da minha vida quanto a vagina não incomodava tanto.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Tratamento de candidíase não albicans

Tendo em vista a quantidade de pomadas, comprimidos, que já tomei nos últimos 7 meses, SEM NENHUM ALÍVIO, estou cogitando que talvez minha candidíase seja de um tipo diferente.

Encontrei um artigo científico falando sobre as principais infecções vaginais e seus tratamentos. Irei colar as indicações de tratamentos para Candidíase não albicans:

Candidíase não-albicans

• Ácido bórico: cápsula vaginal 600 mg uma vez ao dia, durante 14 dias
• Nistatina creme vaginal – 5 g à noite de 12-14 dias
• Terconazol creme vaginal 0,8% - 5 g ao dia por 3 dias (CAVALCANTI,
MARTINS, 2007; VAL, ALMEIDA FILHO, 2001)

Fonte:
ESTUDOS DOS ASPECTOS CLÍNICOS DA GARDNERELLA VAGINALIS E CANDIDÍASE VAGINAL  http://www.bib.unesc.net/biblioteca/sumario/00003F/00003FCE.pdf

Eu respeito muito a profissão do médico. Sei que fazem tudo que podem. Mas sinceramente, nunca pensei que uma infecção vaginal pudesse ser algo tão obscuro, de difícil tratamento e até diagnostico. Infelizmente, a verdade é que tudo que um ginecologista conta, é com seu olho e sua experiencia. Não há nenhum exame para confirmar se é infecção fúngica, bacteriana, alergia, excesso de acidez, ou sabe lá Deus mais o que.

A experiencia conta muito, em qualquer profissão. Mas a partir do momento que uma situação persiste sem melhora, como é meu caso, durante 7 meses, e as soluções apresentadas não causam efeito benéfico algum (em alguns casos, até piora!), então eu acho que uma investigação mais a fundo deveria ser feita. Infelizmente, nenhum medico me deu essa opção, e me consultei com 4 só nesses últimos 8 meses.

Sou humana e estou desesperada. Por mais que essa infecção não causa complicações mais sérias, até onde sei, é extremamente incomoda, a ponto de me impedir de dormir de tanto ardor, e de alterar minha concentração no trabalho, nos picos de crise. A sensação é de estar em carne viva, e não tem nenhum alivio. Dia após dia.

Foi por isso que criei esse blog. Para registrar minhas pesquisas e experiências e poder compartilhar com quem também sofre. Sei que não devo ser a única.