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sábado, 23 de dezembro de 2017

Floral de Bach

Comecei a tomar Floral de Bach, Rescue Remedy. O Rescue é o mais famoso dos remédios de Bach, mas na verdade não é "um remédio". É uma mistura de cinco diferentes florais de Bach:

Esta mistura foi criada pelo Dr. Bach para lidar com emergências e crises - os momentos em que não há tempo para fazer uma seleção individual adequada de remédios. Ele pode ser usado para nos ajudar a superar situações estressantes, de um exame de última hora ou de nervos de entrevista, após um acidente ou uma má notícia. Rescue Remedy ajuda-nos a relaxar, concentrar-se e obter a calma necessária.

Impatiens: Para aqueles que agem e pensam rapidamente, e não têm paciência para o que vêem como a lentidão dos outros. Eles costumam preferir trabalhar sozinhos. Ensina empatia e compreensão e paciência com os outros. Descobrimos que era muito rápido para aliviar uma atitude impaciente e diminuir o estresse.

Estrela de Belém: por trauma e choque, seja ele experimentado recentemente ou no passado. Ensina a capacidade de se recuperar dos traumas e integrá-los à vida presente.

Cherry Plum: Para aqueles que temem perder o controle de seus pensamentos e ações e fazer coisas que eles sabem são ruins para eles ou que eles consideram errado. Ensina a confiar na sabedoria espontânea e na coragem de seguir seu caminho.

Rock Rose: para situações em que alguém experimenta pânico ou terror.

Clematis: Para aqueles que acham suas vidas infelizes e se retiram nos mundos de fantasia. Eles são desconectados e indiferentes aos detalhes da vida cotidiana. Ensina a estabelecer uma ponte entre o mundo físico e o mundo das idéias; pode promover uma grande criatividade. Também é usado para trazer clareza e alerta para o momento presente.

O Rescue Remedy foi projetado para ajudar a lidar com problemas imediatos. Se você está trabalhando através de um problema subjacente - ou se você precisar de resgate todos os dias - você encontrará uma solução de longo prazo, selecionando uma mistura pessoal de remédios.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Tentando a pomada Ginna (nitrato de fenticonazol) pela segunda vez

Hoje estou começando o tratamento com a pomada Ginna pela segunda vez. A primeira vez, foi há quase 1 ano atrás, e confesso que minha experiência não foi boa. Senti uma piora nos sintomas em vez de melhora.

Na minha busca pela cura, consultei mais outros dois ginecologistas diferentes. Em um momento ou outro, todos os dois me recomendaram Ginna, mesmo eu tendo relatado minha má experiência. Não usei nenhuma outra vez.

Hoje decidi dar uma segunda chance a esse remédio. Isso porque agora estou com um corrimento realmente característico de candidíase - corrimento branco, espesso e grumoso.

Como eu comentei em outro post, eu tive uma piora dos sintomas mês passado, e depois de tentar fazer uma ducha com flogo-rosa, piorei bastante e comecei a ter corrimento amarelado. Imaginei logo em se tratar de infecção bacteriana, e fui em busca de algum antibiótico natural. Encontrei o Kronel Gel, e senti enorme alívio. Mas alguns dias depois do tratamento e após um dia estressante, meus sintomas voltaram com força. Usei óvulos de ácido bórico por 2 dias, e aliviou bastante meus sintomas. Agora só persiste esse corrimento e um ardor que piora se tenho um dia estressante.

Assim como fiz com o Kronel Gel, irei anotar como me sinto em cada um dos dias de uso do Ginna, e minhas conclusões ao final do tratamento. Daqui a 10 dias tenho nova consulta com o ginecologista.

Dia 1
Dia estressante. Acabei tendo que trabalhar de urgência, quando pensava que estava de férias. Estiquei até 1h da manhã, mas acredito que terei minha paz agora, até dia 01 de janeiro, pelo menos. Sintomas pioraram hoje, senti mais ardor (não estava tendo quase nada), um pouco mais de vermelhidão na vagina, e o corrimento em maior quantidade. Apliquei o Ginna e fui dormir.

Dia 2
Acordei e passei o dia bem, com um mínimo de ardência (muito pouco mesmo). A noite, a ardência piorou um pouco, e fiz banho de assento com melaleuca, para evitar piorar.

Dia 3
Acordei bem, e passei o dia me sentindo praticamente normal. Vez por outra ainda senti uma ardor muito sutil, mas nada grave. Sinto que a pomada está fazendo efeito dessa vez. Isso me faz acreditar ainda mais que antes eu estava mesmo com uma vaginose, e por isso a pomada só fez piorar a situação. Ao fim do dia, pude ver na calcinha um muco cervical meio amarelado ainda.

Dia 4
Estou feliz, Mais um dia de conforto e normalidade. 

Dia 5
Continuo bem! Final de ano, feriado prolongado, tempo com a família, descanso e paz. Os sintomas sumiram totalmente  e me sinto curada. Notei o muco cervical ainda um pouco turvo e levemente amarelo, mas bem menos que no início do tratamento. 

Dia 6
Dia de normalidade, muco levemente turvo, mas noto que está cada dia menos. Nenhuma ardencia, coceira ou desconforto.

Dia 7
Último dia, me sinto tão bem que até parece que não preciso de outra aplicação. Hoje o muco cervical estava transparente. Fiz a última aplicação e irei acompanhar minha melhora nos próximos dias.


sábado, 2 de dezembro de 2017

Vaginose bacteriana e candidíase, diagnóstico e tratamentos

Pesquisando a respeito de tratamentos para vaginose bacteriana e candidíase, encontrei o site da Dra. Shirley Campos. Bastante informativo, este artigo mostra os tratamentos mais indicados e formas de diagnósticos em diferentes contextos.

Alguns pontos importantes citados no texto, que gostaria de repassar:

CORRIMENTO VAGINAL PRESENTE ? —> SIM
Havendo evidências de corrimento vaginal, deve-se, sempre que possível, proceder a análise microscópica que é, na prática, o método definitivo para o diagnóstico etiológico do corrimento vaginal.

Os testes do pH vaginal e das aminas (ou do KOH ou do cheiro) são testes fáceis, baratos e rápidos (ver procedimentos acima em Exame Clínico-Ginecológoco). O valor do pH vaginal normal varia de 4 a 4,5. Estando, portanto, nesta faixa, deve-se pensar em causas fisiológicas ou não infecciosas. 

pH MENOR QUE 4 
Valores menores que 4 sugerem a presença de candidíase. 

pH MAIOR QUE 4,5 
Valores acima de 4,5 sugerem tricomoníase e/ou vaginose bacteriana. O teste das aminas positivo fornece o diagnóstico de vaginose bacteriana e, em alguns casos, da tricomoníase. 

AMBOS NEGATIVOS (PH ENTRE 4 E 4,5 E TESTE DAS AMINAS NEGATIVO) 
Se o teste de pH for normal (entre 4 e 4,5) e o teste das aminas for negativo, é preciso investigar uma possível causa fisiológica e/ou não infecciosa, conforme descrito anteriormente.

TRATAR VAGINOSE BACTERIANA

• Metronidazol 500mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias;
ou
• Metronidazol 2g, VO, dose única;
ou
• Tinidazol 2g, VO, dose única;
ou
• Tianfenicol 2,5g/ dia, VO, por 2 dias;

ou
• Secnidazol 2g, VO, dose única;
ou
• Metronidazol Gel 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias;
ou
• Clindamicina 300mg, VO, de 12/12 horas, por 7 dias;
ou
• Clindamicina creme 2%, 1 aplicador à noite, por 7 dias (contra-indicado em gestantes).
Gestantes:
• Metronidazol 250 mg, VO, de 8/8 horas, por 7 dias (somente após completado o primeiro trimestre);
ou
• Metronidazol 2 g, VO, dose única (somente após completado o primeiro trimestre);
ou
• Clindamicina 300 mg, VO, de 12/12 horas por 7 dias;
ou
• Metronidazol Gel 0,75%, 1 aplicador vaginal (5g), 2 vezes ao dia, por 5 dias (uso limitado em gestantes, tendo em vista insuficiência de dados quanto ao seu uso nesta população).

Parceiros: não precisam ser tratados. Alguns autores recomendam tratamento de parceiros apenas para os casos recidivantes.

Portadoras do HIV: devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima.

Observações:
• Durante o tratamento com qualquer dos medicamentos sugeridos acima, deve-se evitar a ingestão de álcool (efeito antabuse, que é o quadro conseqüente à interação de derivados imidazólicos com álcool, e se caracteriza por mal-estar, náuseas, tonturas, “gosto metálico na boca”)
• O tratamento tópico é indicado nos casos de intolerância aos medicamentos via oral e nos casos de
alcoolatria.

TRATAR CANDIDÍASE
• Miconazol, creme a 2%, via vaginal, 1 aplicação à noite ao deitar-se, por 7 dias; ou
• Miconazol, óvulos de 200 mg, 1 óvulo via vaginal, à noite ao deitar-se, por 3 dias;
ou
• Miconazol, óvulos de 100 mg, 1 óvulo via vaginal, à noite ao deitar-se, por 7 dias;
ou
• Tioconazol creme a 6,5%, ou óvulos de 300mg, aplicação única, via vaginal ao deitar-se;
ou
• Isoconazol (Nitrato), creme a 1%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, por 7 dias;
ou
• Terconazol creme vaginal a 0,8%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, por 5 dias;
ou
• Clotrimazol, creme vaginal a 1%, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, durante 6 a 12 dias;
ou
• Clotrimazol, óvulos de 500mg, aplicação única, via vaginal;
ou
• Clotrimazol, óvulos de 100mg, 1 aplicação via vaginal, 2 vezes por dia, por 3 dias;
ou
• Clotrimazol, óvulos de 100mg, 1 aplicação via vaginal, à noite ao deitar-se, por 7 dias;
ou
• Nistatina 100.000 UI, 1 aplicação, via vaginal, à noite ao deitar-se, por 14 dias.
Para alívio do prurido (se necessário): fazer embrocação vaginal com violeta de genciana a 2%.
O tratamento sistêmico deve ser feito somente nos casos recorrentes ou de difícil controle;nestes casos, deve-se investigar causas sistêmicas predisponentes. Tratar com:
• Itraconazol 200mg, VO, de 12/12h, só duas doses;
ou
• Fluconazol 150mg, VO, dose única;
ou
• Cetoconazol 400mg, VO, por dia, por 5 dias.
Gestantes: A candidíase vulvovaginal é muito comum no transcorrer da gravidez, podendo apresentar recidivas pelas condições propícias do pH vaginal que se estabelece nesse período. Qualquer um dos tratamentos tópicos acima relacionados pode ser usado em gestantes; deve ser dada preferência ao Miconazol, Terconazol ou Clotrimazol, por um período de 7 dias. Não deve ser usado nenhum tratamento sistêmico.

Parceiros: não precisam ser tratados, exceto os sintomáticos. Alguns autores recomendam o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos recidivantes.

Portadoras do HIV: devem ser tratadas com os mesmos esquemas recomendados acima.

Observações:
• Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano, devem ser investigados outros fatores predisponentes: diabetes, imunodepressão, inclusive a infecção pelo HIV, uso de corticóides.
• Sempre orientar quanto à higiene adequada e uso de roupas que garantam boa ventilação.

Recomendo a leitura em: http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/18849

Iogurte Natural para tratar coceira e vermelhidão vaginal (candidíase, vaginose citolítica)

Entre todos os tratamentos naturais que tentei, o iogurte natural tinha ficado de fora.
Obtive alívio com melaleuca, óleo de coco e bicarbonato, mas a cura total ainda não veio.

Hoje acordei um pouco pior da irritação, e com uma coceira intensa. Fiz banho de assento com melaleuca para aliviar. Agora que já recuperei minha sanidade (por um momento achei que fosse perdê-la, tamanha a coceira!), decidi pesquisar outras alternativas. Li a respeito do iogurte natural, que teria lactobacilos capazes de lutar contra esse excesso de micro-organismos nocivos, além de aliviar a coceira.

Existe pesquisas a respeito?

Poucas. O iogurte é usado há décadas para tratar infecções fúngicas. Apesar disso, há pouco suporte científico para esta prático. Um grupo de pesquisadores da Universidade de Sohag, no Egito, publicou o seguinte artigo: “Bee-honey and yogurt: a novel mixture for treating patients with vulvovaginal candidiasis during pregnancy” [Mel de abelha e iogurte: uma nova mistura para tratar pacientes com candidíase vulvovaginal durante a gravidez], em Archives of Gynecology and Obstetrics (on-line, 8 de fevereiro de 2012). As conclusões:

"Para o nosso melhor conhecimento, uma mistura contendo Bee-mel e iogurte foi usada pela primeira vez no presente estudo. A mistura produziu uma taxa de cura clínica relativamente alta, que foi ainda maior do que a produzida com o uso de terapia anti-fúngica (87,8 vs. 72,3%, respectivamente). Pelo contrário, a terapia anti-fúngica produziu uma taxa de cura micológica definitiva significativamente maior. Esse efeito paradoxal pode parecer surpreendente e até mesmo ilógico. No entanto, a maior taxa de cura clínica do que a taxa de cura micológica pode ser atribuída ao efeito inibidor da mistura em outros organismos, em vez de os Candida albicans sozinhos. A mistura produziu uma eficácia terapêutica relativamente alta contra Staphylococci e Streptococci. Além disso, as propriedades anti-inflamatórias do mel podem aliviar os problemas de coceira e vermelhidão, melhorando assim alguns dos sintomas e sinais de candidíase vaginal ".

Infelizmente, este estudo não foi randomizado ou controlado por placebo. O número de sujeitos foi modesto. Não consegui encontrar estudos em larga escala usando iogurte como uma ducha.

Estudos anteriores analisaram se as mulheres poderiam reduzir o risco de infecções vaginais por fermento comendo iogurte com culturas vivas. Um estudo antigo (Annals of Internal Medicine, 1 de março de 1992) descobriu que as mulheres que comem iogurte da marca Colombo com culturas vivas de Lactobacillus acidophilus eram três vezes menos propensas a desenvolver uma infecção recorrente.

Resultados

Apesar da falta de comprovação, resolvi tentar. Mas não fiz ducha, pois para ser sincera, estou evitando ao máximo mexer por dentro da vagina.
Embebi iogurte natural (sem sabor, sem açúcar), em um algodão e deixei por uma hora, na entrada da vagina.

Não vi nem senti nenhum resultado. Essa foi minha única aplicação. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Banho de assento com bicarbonato de sódio para candidíase


Banho de assento com bicarbonato


Um dos muitos usos do bicarbonato de sódio é no banho de assento. Por ter pH alcalino, ele reduz a acidez da vagina e a deixa imprópria para o fungo Candida Albicans, causador da candidíase. Uma colher de sopa para um litro de água filtrada é uma boa medida.

Já testei banho de assento fazendo uma mistura louca de bicarbonato de sódio com vinagre. Acredito que minha burrice foi essa. O vinagre adiciona acidez e o bicarbonato remove, então não dava em nada.

Tudo indica que o bicarbonato de sódio alivia os sintomas da candidíase por diminuir a acidez da vagina. Interessante notar que este também o tratamento para vaginose citolítica, doença similar a candidíase e assunto de outro post.

Este é mais um tratamento que irei tentar e descrever minha experiência.

Dia 1

Estava impaciente e frustrada, pois o flogo-rosa não fazia mais efeito. Apliquei meia colher de chá de bicarbonato em um algodão com água filtrada, e coloquei na entrada da vagina e uretra, a parte mais vermelha e ardida. Senti alívio alguns minutos depois; Não lavei e fui dormir.

Dia 2

Trabalhei até tarde, praticamente desmaiei de sono esse dia e não passei nada. No entanto, passei o dia confortável e quase nenhum ardor.

Dia 3


O inferno da ardência voltou. Pensei logo que a culpa foi de ter esquecido de passar o bicarbonato no dia anterior. Estou na minha fase lútea e não sei se isso interfere no ph vaginal. Logo após o banho, passei bicarbonato com água na vagina, região vulvar. Senti mais ardor. Depois, tive uma descarga de corrimento branco. Horas depois, quando fui tomar outro banho, senti alívio ao lavar. Foi como se dessa vez, tivesse piorado. Ficou ardendo até a hora de dormir. Vale salientar que meu dia foi ainda mais puxado que ontem. Fiz hora extra e trabalhei até tarde novamente. Muito cansada, frustrada. Percebo o quanto é importante equilibrar o estilo de vida, para ter uma melhor saúde.

Como tratar candidiase com flogo-rosa

Vamos lá. Recentemente li sobre o flogo-rosa, um anti inflamatório usado para vulvovaginite.
Pareceu interessante, e resolvi experimentar hoje.
Irei fazer banho de assento, pois ainda não tenho coragem de aplicar internamente.

Banho de assento com flogo rosa

Flogo rosa é uma solução ginecológica em pó composta pelo anti-inflamatório cloridrato de benzidamina. Segundo o médico, pode ser usado para tratar quase todos os tipos de vulvovaginites.


Já a bula do medicamento indica também usos para cervicites, que são inflamações no colo do útero, além de pré e pós-operatório, higiene íntima pós-parto e como auxiliar no tratamento de candidíase e da doença sexualmente transmissível tricomoníase.


Leia a bula:
http://www.minhavida.com.br/saude/bulas/401-flogo-rosa-po

Minha experiência

Dia 1Usei 1 pacote para cerca de dois litros de água morna. A caixa com 10 pacotes custou 32 reais. Fiquei 30 minutos neste banho de assento. Não notei diferença nenhuma. Nenhum alívio, nas primeiras 6h.
Dia 2
No segundo dia, não fiz banho de assento. Apenas misturei o flogo-rosa com água e lavei a vulva e região. Trabalhei até tarde e cheguei em casa exausta, não dava pra ficar 30min sentada numa bacia ainda...
Isso me entristece um pouco, pois sei que esse ritmo louco aumenta o stress, que somado ao cansaço, certamente não ajuda na minha recuperação.

Dia 3
Terceiro dia, acordei muito melhor. A coloração da vagina melhorou 95%! Aparência saudável! Me senti bem o dia todo, até que por volta da hora do jantar, peguei um congestionamento e fiquei um  bom tempo no trânsito. Comecei a suar pelo calor, e senti que estava suando na virilha também. Fiquei nervosa, porque não tinha previsão de sair dali, e estava criando um ambiente favorável à infecção, com calor e umidade na região genital. Depois disso, ainda tive que ir para um compromisso, e só pude me lavar por volta das 22h. Ao chegar em casa, já senti um pouco de ardência. Lavei com flogo rosa novamente, apenas jogando a mistura na vulva, e também tentei passar um pouco por dentro, com o dedo. No mais,  a aparência continua boa, sem vermelhidão. Espero acordar melhor amanhã, e continuarei me cuidando. Sinto que o flogo rosa está funcionando. Só preciso evitar esses vacilo no meu dia a dia.

Dia 4
Quarto dia, continuei insistindo nas lavagens. Continuei ardida e não tive melhora.

Dia 5
Quinto dia, fiz banho de assento, mas dessa vez, usei 2 pacotes de flogo-rosa. Não tive melhoras.


Parei de usar o flogo-rosa por 4 dias. Decidi tentar o bicarbonato de sódio, e minha experiência pode ser lida em outro post. Porém, no desespero, tive a brilhante ideia de aplicar o flogo-rosa puro, direto na vulva. Amigas, não façam isso! Se eu estava achando ruim o ardor, com essa ideia absurda, ardeu 10x mais. Tanto que tive que aplicar gelo para ter um pouco de alívio, depois de ter me lavado por vários minutos no chuveiro! Fiz isso antes de dormir, e quando acordei, estava bem melhor.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Melaleuca para candidíase

Tenho usado o óleo essencial de Melaleuca (Tea tree oil) para aliviar coceiras e ardências nesses 6 meses convivendo com a candidíase.
Cerca de 1 semana atrás, usei mais uma pomada ginecológica, sem sucesso. O que foi triste, pois esta já é a 4 ginecologista que consulto, e estava muito esperançosa, pois além dela ser uma pessoa muito humana e tranquilizadora, ela também me receitou uma pomada que ainda não havia testado: gynazole-1.

A principio, confesso que não coloquei muita fé, por se tratar de um azol. Todos que usei, não fizeram efeitos. No entanto, tentei me manter positiva. Usei, esperei, e nada. 3 dias depois, o corrimento aumentou e surgiu mais coceira.

Como não estava aguentando, usei óleo de melaleuca, Coloquei duas gotas em uma algodão, e passei na vulva. Ajudou bastante. Porém, um dia depois, a ardência surgiu. Não sinto mais a coceira, só ardência, como antes do remédio. Isso me fez pensar, que o fato de eu não sentir coceira antes, era justamente devido ao uso da Melaleuca e esporadicamente, também o óleo de coco.

Pretendo não usar mais. Daqui a 12 dias, volto a me consultar, para receber o resultado de outro exame papa nicolau. Como fiz particular, tenho esperança que o resultado consiga acusar um fungo ou bactéria em especifico. Claro, minha mente medrosa tem medo que apareça alguma outra coisa... Mas vou me focar que deva ser apenas uma infecção por fungo ou bactéria.

Algo em mim, me diz que ela irá passar ácido bórico. Já li por aí que o ácido bórico é receitado quando nada dá jeito em uma infecção por cândida. Porém, não é fácil de encontrar para comprar este ácido.

Se não acusar nada no exame, então meu problema deve ser a vaginite citolítica.

Enfim, gostaria de deixar registrado que a Melaleuca traz um enorme alivio, porem, não cura. Certa vez, após usar a pomada gynopac, minha vagina ficou muito irritada e criou uma pequena bolha, parecida com afta. Fiquei muito assustada. No desespero, fiz a aplicação da Melaleuca em uma algodão, e deixei em cima da bolha, por cerca de 4h. Quando tirei, a bolha tinha sumido.
Parece milagre, e eu mesma custei a acreditar. Fiquei tão impressionada, passei a noite toda duvidando do que aconteceu, e cheguei a olhar 4 vezes para confirmar!

Mas fica aqui meu testemunho. Produtos naturais ajudam MUITO e podem ser verdadeiros milagres, em algumas situações.

domingo, 18 de junho de 2017

Candidíase vaginal recorrente

Achei um artigo interessante sobre Candida.

O que achei mais curioso, foi o fato de haver infecções causadas por diferentes tipos de cândida, que não respondem bem aos tradicionais tratamentos com pomadas azolicos.

Trechos:
A Candida glabrata e outras espécies não-albicans apresentam maior resistência à terapia convencional com derivados azólicos, principalmente fluconazol. O diagnóstico clínico pode ser meramente suspeitado frente à secreção menos típica e mais aquosa, queixa de ardor/queimor mais intenso que de prurido, e nos casos resistentes e recorrentes, devendo sempre ser confirmado pela cultura em meio específico. O uso indiscriminado de antimicóticos azólicos elimina as cepas mais sensíveis, selecionando as mais resistentes e as não-albicans.   O tratamento consiste na administração de ácido bórico 600 mg diariamente por via vaginal durante duas semanas, atingindo 65 a 70% de sucesso.19 Se necessário, faz-se manutenção com a mesma dose duas vezes por semana. Nos casos de falha, utiliza-se flucitosina a 17% 5 g a noite por via vaginal também durante duas semanas, que atinge mais de 90% de melhora, porém é mais cara e difícil de ser encontrada.

Algumas situações apresentam sintomas similares, causando erro de diagnóstico, tais como hipersensibilidade local, reação alérgica ou química e dermatite de contato.

A maioria dos casos ditos de repetição pode ser considerada uma sucessão de erros diagnósticos. As mulheres que realmente apresentarem CVVR, tendo os quatro ou mais casos devidamente documentados, devem se submeter à avaliação clínica e laboratorial visando a confirmar a presença do fungo, bem como a sua espécie, e descartar outras causas. Cerca de 10% das pacientes apresentam infecção mista, devendo o tratamento de cada agente ser realizado por via diferente, evitando-se o uso de cremes de amplo espectro.1

Quando a vulvite é intensa, associa-se corticoide tópico de baixa potência que, apesar do ardor da primeira aplicação, tem ação mais rápida que os azólicos, que demoram de 24 a 48 horas para iniciar sua ação. Banho de assento com bicarbonato e utilização de nistatina na vulva também produz boa resposta, pois seu emoliente é extremamente bem tolerado pela pele lesada3 (C).

Leia na íntegra:
"Candidíase vaginal recorrente: manejo clínico"
http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2010/v38n1/a005.pdf