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terça-feira, 11 de julho de 2017

Lactobacillus sp; Cocos; e outros Bacilos

Inflamação: Lactobacillus sp; Cocos; e outros Bacilos. 

Este foi o resultado do meu preventivo ontem. Passei 3h esperando para ser atendida, e a médica me atendeu em 4min, porque tinha um parto para fazer. Me senti um lixo.
Ela não comentou sobre o resultado do exame. Disse apenas que passaria uma pomada para "limpeza". Para minha surpresa, a pomada ginecológica era a Ginna. A mesma que usei 7 meses atrás e não fez efeito. A mesma que um outro ginecologista receitou 2 meses atrás, mesmo eu tendo dito que essa pomada só piorou meu estado!

É frustrante. Provavelmente não irá adiantar nada. Estou pensando ainda se irei usar.

Engraçado como a médica nem perguntou se a pomada anterior que ela havia receitado, tinha feito algum efeito (e não, não fez). Simplesmente leu o exame e passou uma nova pomada. Não me examinou, não questionou.

A sensação é de abandono.

Ainda sinto ardor e corrimento, alguns dias mais que outros. Minha vagina e vulva ainda estão vermelhas e doloridas, e fazer xixi ainda arde. Já são 7 meses assim. 7 meses, 4 ginecologistas, inúmeros comprimidos, pomadas, banhos de assento, e tristeza.

A boa noticia, é que ao menos dessa vez, o resultado do exame mostrou que está tudo bem com as células do colo do útero.


terça-feira, 20 de junho de 2017

Candidíase e preventivo. Dia de consulta.

Fui à consulta com minha primeira ginecologista. Infelizmente, ela não atende mais meu plano, e já fazia 9 anos que não a via. Paguei particular, desembolsei uma boa grana pela consulta e preventivo, mas acho que valeu a pena. Primeiro, porque ela é mais humana, me ouviu com atenção, quis saber dos meus sintomas, os remédios que tinha tomado, se meu parceiro tinha sido tratado e etc.

Depois, fui examinada. Ela também fez o examinou mama, gânglios do pescoço, e barriga.
Nenhum outro ginecologista fez isso. Acho que isso mostra a atenção ao paciente que ela, de examinar por completo. Confesso que senti medo. Minha negatividade me fez temer que outro problema fosse encontrado. No entanto, ela não falou nada, acredito que estava tudo bem.

No exame ginecológico, ela me fez ver o colo do útero em um monitor, com a ajuda de uma câmera. Foi outro ponto que temi, pois não queria olhar. Estou há tanto tempo com esses sintomas, e assustada, tive medo do que poderia ver. Mas ela disse que estava com coloração normal, e muco transparente, o que era sinal de normalidade também.

Disse que não era infecção por bactéria. E me passou uma pomada nova, anti fúngica, chamada Gynazole. É dose única, e age por vários dias.

Ela disse que os resultados inconclusivos dos dois últimos exames de papa nicolau não tinham razão de ser. Provavelmente, é um problema da analise, do meu plano de saúde, hapvida. Ela disse que antigamente o medico poderia analisar a lamina, mas já faz alguns anos que agora eles mandam analisar em Fortaleza, e esse deve ser um dos motivos para o resultado demorar 2 meses para chegar. Provavelmente, há uma avaria da coleta, devido ao transporte, armazenamento, etc.

Também me disse para não me preocupar, que não seria nada grave. Comentou que o estresse pode me deixar suscetível, pois abaixa a imunidade.

Sempre desconfiei. Até meu parceiro apontou que poderia ser isso. Ando estressada, eu sei. Até peso perdi. Dormindo mal, comendo mal, me sentindo sempre cansada e sem animo, chorosa.

Isso me fez ver como é imperativo cuidar da saúde psicológica, da forma de viver.

Boa médica. Visão global do ser humano. Visão global da situação.

Fiquei mais tranquila. Pela primeira vez, saí da consulta com um sentimento de positividade. De esperança, que ficarei bem. Quero me cuidar melhor, evitar burnout com o trabalho, o excesso de cobrança. Fazer exercicio, dormi bem, ter horarios mais regrados, ir ao parque, praia... coisas simples que não faço mais, priorizando sempre o trabalho e o ganhar dinheiro.


domingo, 18 de junho de 2017

Candidíase vaginal recorrente

Achei um artigo interessante sobre Candida.

O que achei mais curioso, foi o fato de haver infecções causadas por diferentes tipos de cândida, que não respondem bem aos tradicionais tratamentos com pomadas azolicos.

Trechos:
A Candida glabrata e outras espécies não-albicans apresentam maior resistência à terapia convencional com derivados azólicos, principalmente fluconazol. O diagnóstico clínico pode ser meramente suspeitado frente à secreção menos típica e mais aquosa, queixa de ardor/queimor mais intenso que de prurido, e nos casos resistentes e recorrentes, devendo sempre ser confirmado pela cultura em meio específico. O uso indiscriminado de antimicóticos azólicos elimina as cepas mais sensíveis, selecionando as mais resistentes e as não-albicans.   O tratamento consiste na administração de ácido bórico 600 mg diariamente por via vaginal durante duas semanas, atingindo 65 a 70% de sucesso.19 Se necessário, faz-se manutenção com a mesma dose duas vezes por semana. Nos casos de falha, utiliza-se flucitosina a 17% 5 g a noite por via vaginal também durante duas semanas, que atinge mais de 90% de melhora, porém é mais cara e difícil de ser encontrada.

Algumas situações apresentam sintomas similares, causando erro de diagnóstico, tais como hipersensibilidade local, reação alérgica ou química e dermatite de contato.

A maioria dos casos ditos de repetição pode ser considerada uma sucessão de erros diagnósticos. As mulheres que realmente apresentarem CVVR, tendo os quatro ou mais casos devidamente documentados, devem se submeter à avaliação clínica e laboratorial visando a confirmar a presença do fungo, bem como a sua espécie, e descartar outras causas. Cerca de 10% das pacientes apresentam infecção mista, devendo o tratamento de cada agente ser realizado por via diferente, evitando-se o uso de cremes de amplo espectro.1

Quando a vulvite é intensa, associa-se corticoide tópico de baixa potência que, apesar do ardor da primeira aplicação, tem ação mais rápida que os azólicos, que demoram de 24 a 48 horas para iniciar sua ação. Banho de assento com bicarbonato e utilização de nistatina na vulva também produz boa resposta, pois seu emoliente é extremamente bem tolerado pela pele lesada3 (C).

Leia na íntegra:
"Candidíase vaginal recorrente: manejo clínico"
http://files.bvs.br/upload/S/0100-7254/2010/v38n1/a005.pdf